Os Maias, os Incas e os Astecas

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A civilização maia habitou a região das atuais Guatemala e Honduras e a Península de Yucatán (sul do atual México), desde 2000 a.C. até 900 d.C. O auge da civilização maia foi no período entre 250 e 900 d.C.

Os maias acreditavam que o destino era regido por forças espirituais (pelos deuses) e pelo poder dos ancestrais. Itzamná, o deus criador e senhor do céu, era o mais importante. Eram cultuados ainda os deuses da Lua (Ixchel), do Sol (Ahuia), da chuva (Chaac), do vento, da morte e da vida, além das divindades ligadas à agricultura e à caça. Eles acreditavam que os deuses habitavam em um local chamado Tamoanchan, um paraíso. As cavernas eram consideradas portas para o mundo sobrenatural. Morrer, para os maias, significava ver a face do deus Kukulkán, que lhes daria a vida eterna. Os sacrifícios humanos eram importantes para garantir que os deuses estivessem satisfeitos e garantissem o funcionamento do universo.

Kukulkán, o deus serpente maia – Pirâmide de Chichén-Itzá.

Os Incas

Acredita-se que por volta de 3000 a.C. habitantes das regiões montanhosas começaram a viver em povoados permanentes e a cultivar alimentos, onde atualmente estão situados o Peru, o Equador, o oeste da Bolívia, o norte do Chile e o noroeste da Argentina. A civilização Inca era composta por diversas tribos, como os Aymará, os Quéchuas e os Yunka, e existiram como povo até 1500 d.C., quando os espanhóis os conquistaram.

O imperador era considerado o filho do deus Sol. Viracocha era o deus criador. Eles acreditavam que o deus emergiu em forma humana das águas do lago Titicaca para ordenar os homens. Organizou o mundo e, uma vez terminada sua missão, saiu caminhando pelo mar.

Inti, o deus Sol, era venerado para fornecer boas colheitas e o fim das doenças. Mama Quilla, a deusa Lua, tinha importância nos assuntos femininos como os nascimentos, casamentos e a fertilidade. Pachamama, a Mãe-Terra, relacionava-se com a fertilidade dos solos, as colheitas e os animais. Os sacrifícios constituíam parte essencial da religião dos incas. Também eram ofertadas flores, bebidas, folhas de coca e vestes, lançadas ao fogo sagrado. As diversas festividades, em que se realizavam procissões e danças rituais, eram estabelecidas de acordo com os ciclos agrícolas.

Os Incas atribuíam as calamidades públicas à inobservância de algum preceito ou ritual, que devia ser confessada e expiada para acalmar a cólera divina.

Machu Picchu.

Os Astecas

Os astecas são originários de diferentes grupos étnicos da região do México central, principalmente os mexicas e toltecas. Tenochtitlán, a capital asteca, foi fundada em 1325, e em 1519 foi conquistada pelos espanhóis. A religião dos astecas era politeísta agrícola, com elementos de animismo, como eram as religiões de outros povos mesoamericanos. Adoravam vários deuses: Huitzilopochtli (deus do Sol), Quetzalcoatl (deus do vento), Tezcatlipoca (deus da noite) e Tlaloc (deus da chuva e da tempestade); realizavam sacrifícios humanos que entendiam ser uma forma de agradar aos deuses.

O templo em Tenochtitlan tinha dois santuários em seu topo, um dedicado a Tlaloc e o outro a Huitzilopochtli. Quetzalcoatl e Tezcatlipoca tinham templos, próximos ao Grande Templo. Outras divindades eram Tlaltecutli, uma deidade terrena feminina;  Tonacatecuhtli e Tonacacihuatl eram divindades associadas à vida e ao sustento; Mictlantecutli e Mictlancihuatl, um par masculino/feminino do submundo e da morte; Xipe Totec, uma divindade da fertilidade e do ciclo natural; Huehueteotl, deus do fogo; além de haver muitas outras divindades. A medida que o império expandiu, eram incorporadas novas divindades, que formavam pequenas famílias de deuses com aspectos relacionados.

Outros povos ocuparam as regiões do México, e das América Central e do Sul, em diferentes épocas, desde 1500 a.C., como os olmecas, os zapotecas, os toltecas, os mixtecas e outros.